Foto: Ari Peltonen Dubrovnik
"... nós mesmos somos apenas fragmentos de existência e nossa vida já vivida não preenche toda nossa capacidade de sentir e conceber." (Paul Valéry)
Nossas emoções são maiores do que nós. Todavia o amor, o pesar, o medo ou a raiva que sentimos num determinado são apenas um pingo da imensa corrente de emoções que flui através de toda a humanidade. Daí o perigo de vivenciar fortes emoções no meio da multidão, o que pode nos tirar de nossa individualidade.
A raiva de uma turba pode ser destrutiva. A alegria de uma turba pode ser transcendente.
A diferença entre um indivíduo e uma multidão é que a cada momento cada um de nós pode escolher o que fazer com suas emoções. Podemos sentir raiva e escolhermos expressá-la sem fazer mal. Podemos sentir dor e sobreviver a ela. Podemos nos agarrar a sentimentos que consolam e edificam nosso espírito e podemos optar por largar aqueles que nos diminuem.
Com as emoções, como tudo o mais, a lei da vida é a mudança. Não nos sentiremos sempre como nos sentimos agora. Se aceitarmos nossas emoções como vem e tentarmos senti-las o mais plenamente que formos capazes, nos tornaremos mais unificados com os outros seres humanos e com toda a existência
Forma-se uma pressão crescente atrás de uma represa. Deixarei minhas emoções fluírem.
A Promessa de um Novo Dia Enviado por Angela Bittencourt
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