sábado, 16 de dezembro de 2017

A GENTILEZA DO POVO CARIOCA


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Foto: Guia do Rio de Janeiro

Rio, 16/12/2017

Cheguei ontem cedo na rodoviária do Rio e vim direto para a casa da Angela e Antonio.

A Angela tinha me dito que iria trabalhar na clínica do Antonio na CADEG ontem e que eu podia ir com ela para ela olhar um dos meus dentes. Eu percebia que a obturação estava gasta. Perguntei a que horas ia sair de casa e ela me disse que iria às 7:30.

Resolvi mandar outra mensagem do ônibus confirmando apesar de já ter dito que comprara a passagem. Na rodovíária, antes do ônibus sair, meu celular caiu e travou. Não pude enviar mensagem.

Cheguei antes das 7:00 á casa deles e toquei interfone. Como ninguém atendeu, imaginei que estivessem todos dormindo e resolvi esperar que a Angela saísse. Fiquei em frente à porta de entrada do prédio.

Um senhor que ia descendo a rua me viu parada lá e me perguntou se eu estava procurando pelo Antonio porteiro. Disse que ia para o apartamento do meu irmão e seria bom se o porteiro estivesse por ali para abrir a porta.

Ele me explicou que o Antonio porteiro estava de férias e que havia um jovem no lugar dele e que esse jovem era responsável por duas portarias da rua, se entendi bem. E começou a me explicar onde era a outra portaria.

Olhou então e viu que eu tinha bagagem. Disse então que ele conhecia esse outro porteiro e que podia ir chamá-lo para mim. Ele se virou para o lado contrário de onde estava indo e caminhou subindo a rua. Olhei então e vi que na mochila dele havia o símbolo do flamengo.

Ele voltou com o rapaz responsável pela portaria. Eu agradeci muito, apertei a mão dele e ele foi embora. Expliquei ao porteiro onde ia e mostrei o endereço com nome deles. Ele abriu a porta e eu entrei. Ele me ajudou com a mala até o elevador.

Subi. Angela já estava acordada e abriu a porta. Fui com ela e começou o tratamento.


terça-feira, 5 de dezembro de 2017

ORAÇÃO DIÁRIA PARA ALCANÇAR PROSPERIDADE MATERIAL, EMOCIONAL E ESPIRITUAL (C. PONDER)






Eu sou o rico filho de um Pai amoroso. Tudo o que o Pai possui é meu para ser compartilhado e desfrutado. A Inteligência Divina me mostra agora como reivindicar a riqueza, a saúde e a felicidade que me foram concedidas por Deus. A Inteligência Divina está, neste momento, abrindo caminho para minhas bênçãos imediatas. Tenho fé que tudo o que é meu pelo direito divino agora vem a mim em abundância. Minhas ricas bênçãos não interferem na prosperidade de ninguém, porque a rica essência Divina é ilimitada e está em toda a parte para que todos a usufruam. Não existem obstáculos! Aquilo que não for para minha maior prosperidade agora desaparece e eu não mais o desejo.. Os meus desejos, recebidos de Deus, estão sendo totalmente realizados pela própria vontade maravilhosa de Deus.

As Leis Dinâmicas da Prosperidade-Catherine Ponder

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

QUAL A IMPORTÂNCIA DOS PAIS/GENITORES NUMA FAMÍLIA?? VOCÊ SABE?? CONSTELAÇÃO FAMILIAR

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03 - OS GENITORES
Uma constelação familiar é constituída por espíritos afins, seja pelas realizações nobilitantes do amor ou através dos graves compromissos perturbadores a que se vincularam em outras existências. Igualmente pode organizar-se com alguns outros espíritos que se candidatam à afetividade, em ensaio para a
ampliação dos sentimentos afetivos em torno da sociedade em geral, compondo a sociedade universal...
 

Aos pais cabe a grave e operosa tarefa de autopreparação para o sublime cometimento, graças ao qual se desenvolvem, num incessante crescendo, os valores intelecto-morais, preparando-os para as inestimáveis conquistas da paz e da felicidade que almejam.
 

Comprometidos antes do renascimento, em face de deveres inadiáveis, os espíritos que irão constituir o grupo familiar assumem responsabilidades perante a futura prole, elaborando planos e projetos que se devem concretizar quando na organização carnal, de modo a atender o impositivo da evolução.
 

Consultados os mapas das responsabilidades pessoais, são-lhes apresentados pelos Guias espirituais aqueles que deverão constituir-lhes a prole, em cuja convivência desenvolverão os sentimentos de amor e proporão as pautas para o processo de crescimento espiritual, no qual todos deverão atingir as metas que perseguem.
 

Preparados, portanto, antecipadamente, esses futuros genitores delineiam os programas de autoiluminação, de responsabilidade perante a vida, exercitando a paciência e o amor para o êxito do
empreendimento, conscientizando-se das altas responsabilidades que irão assumir.
Reencarnados, avançam, às vezes, por caminhos diferentes até o momento do reencontro, quando se identificam afetuosamente, vinculando-se e providenciando a união conjugal indispensável à organizaçãoda família.
 

Nem sempre, porém, os planos cuidadosamente elaborados conseguem desenvolver-se conforme seria ideal, dentro da programação estabelecida, em face da precipitação
emocional e do desajuste psicológico, como decorrência da precipitação e imaturidade sexual, que invariavelmente se transforma em conflito tanto quanto em insatisfação...
 

Nesse caso, os arroubos da paixão comburem os melhores sentimentos, empurrando os parceiros para o futuro tédio no relacionamento ou para a agressividade como fruto da saturação e do despertar de novos apetites...
Para que sejam evitados dramas dessa natureza é indispensável que haja uma consciência de responsabilidade no uso do sexo, com objetivo primordial em favor da procriação, embora as bênçãos
que defluem da verdadeira união dos indivíduos que se renovam mediante os hormônios defluentes do conúbio, sejam de natureza fisiológica, assim como aqueles que conduzem as cargas emocionais que os equilibram e pacificam.
 

A paternidade, portanto, assim como a maternidade, deve ser responsável, consciente do significado da união, a fim de que sejam evitados os danosos recursos do aborto provocado e das suas lamentáveis mazelas de graves conseqüências.
O aborto jamais resolve ou apaga os erros cometidos por imprevidência, dando lugar ao crime do infanticídio, que agrava o processo evolutivo daquele que o comete.
 

O amadurecimento psicológico, mediante a consciência do dever, na aquisição do trabalho digno que confere segurança à prole, torna-se impositivo imediato, mesmo antes de ser assumido o compromisso familiar.
A vida não improvisa, sendo toda um trabalho de organização superior que cumpre ser levado adiante com seriedade e segurança.
Desse modo, a disciplina moral na conduta dos parceiros - cônjuges ou não - é fator de relevante significado para a organização familiar, ensejando identificação de sentimentos entre os membros que aconstituirão.
 

Eis por que o amor é fundamental para um legítimo relacionamento afetivo, nunca podendo ser descartado, nem substituído por desvios de comportamento ou dolo moral, envolvendo um ou outro
membro da parceria.
Desde quando nasce um filho, os genitores são convidados pela vida a uma mudança de objetivos existenciais.
Antes, enquanto se preparavam para o prazer, para o desfrutar das alegrias da vida em comum, tudo seguia bem, com a chegada do filho uma natural mudança de conduta deve tomar o lugar das aspirações vigentes, porque, a partir de então, a responsabilidade para com o rebento da própria carne torna-se primordial.
 

Os cuidados que o recém-nascido exige alteram completamente os hábitos até então mantidos, propondo novas condutas e atividades, nas quais a renúncia pessoal começa a impor-se em benefício do
ser frágil e em desenvolvimento que aguarda apoio e orientação.
A partir daí, são transferidos os prazeres pessoais que se convertem em deveres para com o filhinho, constituindo-se uma felicidade, uma infinita satisfação de cuidá-lo e de dar-lhe a assistência emocional e moral de que tem necessidade, na condição de ave implume que necessita de tempo para desferir o próprio vôo...
 

A conduta dos genitores no relacionamento, de maneira equivalente sofre alteração para melhor, porque educar é oferecer exemplos, desde que o educando copia com mais facilidade as lições vivas que lhe são apresentadas, antes que as teorias com que é informado.
Se os exemplos no lar são fecundos de amor, de respeito e de paciência, os filhos tornam-se afáveis, dignos e gentis, exceção feita àqueles que são portadores de transtornos de conduta ou vítimas de fenômenos teratológicos, por impositivo expiatório necessário.
 

Mesmo, nesses casos, as vibrações defluentes da conduta dos pais contribuem grandemente para a pacificação e o equilíbrio possível desses espíritos em luta de sublimação pelo cadinho das reparações
inadiáveis.
A capacidade de repartir o amor, quando a prole se multiplica, é outro dever de que os genitores se devem conscientizar, evitando a criação de áreas de conflitos por ciúmes reais ou não, através de
comportamentos especiais em relação a um, em detrimento de outro, porque todos são procedentes da mesma cadeia genética.
Compreensivelmente, sabe-se que muitos espíritos que renascem no mesmo lar, nem sempre são credores da mesma afetividade, no entanto, essa é a oportunidade de união e de reparação, harmonizando os sentimentos num mesmo tom vibratório de afetividade.
 

Infelizmente, a imaturidade psicológica de muitos adultos que se tornam pais, leva-os a comportamentos infantis, procurando manter os mesmos hábitos de antes da constituição da prole.
Considerando-se os modernos padrões de tolerância para com as condutas morais permissivas, esses adultos lamentam não mais poder fruir dos prazeres enganosos, ignorando as novas responsabilidades, a fim de se manterem distantes dos novos deveres que lhes cumpre atender.
 

Pensam que, tornando-se fornecedores dos recursos que mantêm o lar, já estão sacrificados em demasia para novos comprometimentos e renúncias.
Prosseguem mantendo as atitudes irresponsáveis de antes ou transferindo as suas frustrações para os filhos, oferecendo-lhes satisfações inoportunas e levando-os a assumirem compromissos levianos e frívolos, mais vinculados aos prazeres sensoriais, sem os correspondentes deveres para com o desenvolvimento da inteligência, da moral, da saúde mental.
 

Muitas mães transferem para as filhas ainda pequenas as angústias e frustrações, tornando-as modelos infantis, que imitam os adultos, roubando-lhes a infância, tirando-lhes as abençoadas oportunidades de viver a quadra de construção de valores significativos, precipitando-lhes o desenvolvimento da sensualidade, do erotismo, do desrespeito pelo corpo e pela vida...
 

Pais masculinos inescrupulosos iniciam os filhos nos vícios que lhes exornam a personalidade, de cedo condicionando-os ao tabaco, ao álcool, à agressividade, ao desrespeito no lar e, posteriormente, na sociedade.
Outros tantos, adornam os filhos como se fossem objetos de exibição, e dessa forma exibem-se a simesmos através deles, chamando a atenção para a aparência sem maior preocupação com o caráter, com a realização íntima.
Os filhos são responsabilidades sérias que não podem ser descartadas sem as conseqüências correspondentes.
Enquanto não surja uma consciência doméstica fundamentada no amor responsável e profundo, sem os pieguismos da imaturidade psicológica dos indivíduos desajustados, a família sofrerá hipertrofia de valores morais, tombando na anarquia e no despautério que vêm caracterizando a sociedade contemporânea.


Por outro lado, o amadurecimento sexual extemporâneo, resultado das provocações pornográficas e do erotismo em alta, impulsiona os jovens a relacionamentos rápidos, destituídos de significado, ora por curiosidade, momentos outros por impulsos asselvajados, empurrando meninas ainda adolescentes e totalmente despreparadas para a maternidade, procriando sem consciência e abandonando os filhos, àmsemelhança de alguns animais que se libertam das crias com total insensibilidade.
 

Esses órfãos de pais vivos, mesmo quando amparados por avós amargurados, que neles descontam a irresponsabilidade dos filhos, desenvolvem-se, quase sempre sem afetividade, relegados a planos
secundários, considerados cargas indesejáveis, que irão dificultar a economia social com pesado ônus.
Revoltados com a situação em que se encontram, reúnem-se em bandos, em tribos, em grupos de excluídos, aumentando os conflitos que explodem nas ruas, nas comunidades, no terrorismo, na criminalidade desordenada...
 

Outrossim, são recolhidos pelos traficantes de drogas que os utilizam na condição de distribuidores desse sórdido veículo de decomposição moral e humana, parceiros da morte antecipada, que se espalham pelos antros escusos ou surgem nos apartamentos de luxo e de loucura, arrebatando vidas...
O lar, portanto, quanto se perverte, ameaça a estrutura da sociedade.
O lar, no entanto, sustenta-se nos pilotis vigorosos que são os genitores, deles dependendo a sua edificação ou o seu soçobro.
O decálogo mosaico aborda o mandamento, no qual a Lei Divina impõe o amor e o respeito ao pai e à mãe, no entanto, é do Soberano Código o impositivo de que os pais devem esforçar-se por merecer o respeito e o amor da prole através da sua conduta em relação à mesma.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

GRATIDÃO EU SOU... POR QUÊ SER GRATA HOJE????? FOTOS



 
 
GRATIDÃO EU SOU

Gratidão por esse navio que nos leva de Estocolmo a Helsinki, carregando nosso carro em sua "barriga". Saímos dele direto para Loppi para visitarmos Saimi, mãe do Ari.



Gratidão pelo chalé de verão que nos acolheu para almoçarmos num local perto de onde Saimi está. A água já foi desligada para a chegada do inverno e mesmo assim degustamos lá comida de Natal finlandesa.


Gratidão ao Ari que, na véspera, reconectou a eletricidade para ligar o radiador e pos a lareira para funcionar.


Gratidão ao Antti que nos deixou lá vasilhas descartáveis.

Gratidão por podermos levar à Saimi as "luzes de Natal": as da foto, tradicional na Europa nessa época de escuridão no inverno, e as do nosso carinho.

Gratidão pela possibilidade de fabricar lá essas sacolas de chita que enchemos com balas e pequenos objetos para as crianças da família do Ari, para sinalizarmos que nos lembramos delas, enviadas celestes à Terra, que somos todos nós.
 

Que essas bênçãos possam se espalhar por toda a humanidade em todos os mundos!

Abraço fraterno de Advento.
Alzira Maria
 
 Fotos: Alzira Boechat

terça-feira, 21 de novembro de 2017

AMOR AOS INIMIGOS SABE COMO ISSO É POSSÍVEL?? CONFIRA NO TEXTO AQUI APRESENTADO




AMOR AOS INIMIGOS
Emmanuel


Amar aos inimigos, na conceituação de Jesus, não será praticar servilismo ou bajulação.
É compreender, acima de tudo, que as faltas daqueles que não se afinam conosco poderiam ter sido nossas e imaginar quão felizes nos sentiríamos se tivéssemos, porventura, os nossos erros desculpados e esquecidos, por aqueles aos quais tenhamos
ofendido.
 

Efetivamente, ser-nos-á possível amar aos nossos adversários, cultivando atitudes diversas, quais sejam:
Orar pela felicidade deles, no silêncio do coração, a envolvê-los em vibrações de paz e encorajamento;
Destacar-lhes as qualidades nobres, quando em conversação com pessoas amigas, ao redor de ocorrências que lhes digam respeito;
Desembargar, quanto se nos faça possível, de maneira oculta e indireta, os caminhos para as realizações que demandem;
Auxiliar-lhes os entes queridos, quando estejam à frente de problemas que lhes surjam no cotidiano, de modo a aliviar-lhes as provações;
Induzir companheiros a prestar-lhes apoio nas tarefas úteis a que se
empenham;
Mentalizá-los sempre tranqüilos e felizes;
Desencorajar quaisquer campanhas negativas, tendentes a suscitar-lhes desgostos e prejuízos; sobretudo, não nos referirmos, em tempo algum, a essa ou aquela dificuldade que nos hajam causado.
 

Não digas, portanto, que não podes amar aos inimigos, porque existem vários meios de endereçar-lhes compreensão e afeto, sem humilhá-los com a nossa possível benevolência.
 

Decerto Jesus, quando nos aconselhou amar aos ofensores, não desejava transformar-nos em carpideiras, junto daqueles que, acaso, não nos entendam ou nos firam e, sim, espera que os tratemos a todos, na condição de irmãos autênticos e, tanto quanto nós, amados filhos de Deus.
 

Do livro Monte Acima. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

O EDUCANDÁRIO FAMILIAR: CONSTELAÇÃO FAMILIAR CONFIRA AQUI A IMPORTÂNCIA DELA




02 - O EDUCANDÁRIO FAMILIAR
A família é o resultado do largo processo evolutivo do espírito na extensa trajetória vencida por meio das sucessivas reencarnações.
Resultado do instinto gregário que une todos os animais, aves, répteis e peixes em grupos que se auxiliam e se interdependem reciprocamente, no ser humano atinge um estágio relevante e de alta significação, em face da conquista do raciocínio, da consciência.
 

Dessa forma, a família é o alicerce sobre o qual a sociedade se edifica, sendo o primeiro educandário do espírito, onde são aprimoradas as faculdades que desatam os recursos que lhe dormem latentes.
 

A família é a escola de bênçãos onde se aprendem os deveres fundamentais para uma vida feliz e sem cujo apoio fenecem os ideais, desfalecem as aspirações, emurchecem as resistências morais.
 

Quando o individuo opta pela solidão, exceção feita aos grandes místicos e pesquisadores da ciência,filósofos e artistas que abraçam os objetivos superiores como a sua família, termina sendo portador de transtorno da conduta c da emoção.
 

Organizada, a família, antes da reencarnação, quando são eleitos os futuros membros que a constituirão, ou sendo resultado da precipitação e imprevidência sexual de muitos indivíduos, é sempre o santuário que não pode ser desconsiderado sem graves prejuízos para quem lhe perturbe a estrutura.
 

É permanente oficina onde se caldeiam os sentimentos e as emoções, dando-lhes a direção correta e a orientação segura para os empreendimentos do futuro.
Por essa razão, é que não se vive na família ideal, aquela na qual se gostaria de conviver com espíritos nobres e ricos de sabedoria, mas no grupo onde melhormente são atendidas as necessidades da
evolução.
 

Não poucas vezes, no grupo doméstico ressumam as reminiscências perturbadoras do Além ou de outras existências, que devem ser trabalhadas pelo cinzel da misericórdia, da tolerância e da compaixão, a fim de que sejam arquivadas como diferentes emoções enobrecidas, que irão contribuir em favor do
progresso de todos.
 

De inspiração divina, a família é a oportunidade superior do entendimento e da vera fraternidade, de onde surgirá o grupo maior, equilibrado e rico de valores, que é a sociedade.
Por isso, no momento em que a família se desestrutura sob os camartelos da impiedade e da agressão, ou se dilui em face da ilusão acalentada pelos seus membros, ou se desmorona em razão da imprevidência, a sociedade sofre um grande constrangimento.
No lar, fomentam-se e desenvolvem-se os recursos da compreensão humana ou da agressividade e ressentimento contra as demais criaturas.
 

A constelação familiar não é uma aventura ao país enganoso do prazer e da fantasia, mas uma experiência de profundidade, que faculta a verdadeira compreensão da finalidade da existência terrena com os olhos postos no futuro da humanidade.
Campo experimental de lutas íntimas e externas, constitui oportunidade incomum para que o espírito se adestre nos empreendimentos pessoais, sem perder o contato com a realidade externa, com as demais pessoas.
 

Mesmo quando não correspondendo às expectativas pessoais, em face do reencontro com adversários ou caracteres inamistosos, no lar adquire-se a necessária filosofia existencial para conduzir-se
com equilíbrio durante toda a existência.
O exercício da paciência no clã familiar é valiosa contribuição para a experiência iluminativa, porquanto, se aqueles com os quais se convive tornam-se difíceis de ser amados, gerando impedimentos
emocionais que se sucedem continuamente, como poder-se vivenciar o amor em relação a pessoas com as quais não se tem relacionamento, senão por paixão ou sentimentos de interesse imediatista?
 

No lar, onde se é conhecido e muito dificilmente se podem ocultar as mazelas interiores, são lapidadas as imperfeições em contínuos atritos que não devem resvalar para os campeonatos da
indiferença ou do ódio, do ciúme ou da revolta.
Aquele que hoje se apresenta agressivo e cínico no grupo doméstico, dando lugar a guerrilhas perversas, encontra-se doente da alma, merecendo orientação e exigindo mais paciência.
 

Ninguém se torna infeliz por mero prazer, mas em conseqüência de muitos fatores que lhe são desconhecidos. O próprio paciente ignora o distúrbio de que é portador, detendo-se, invariavelmente, no tormento em que se debate, sem capacidade de discernimento para avaliar os danos que produz no grupo onde se encontra, nem compreensão do quanto necessita para auto-superar-se e agir corretamente.
 

Por isso mesmo, transforma-se em desafio familiar, conduzindo altas cargas tóxicas de antipatia, de agressividade, de desequilíbrio.
A constelação familiar recorda o equilíbrio que vige no universo: os astros menores giram atraídos pela força dos maiores, no caso específico das estrelas, planetas, satélites e asteróides... No caso, em tela, são os pais as estrelas de primeira grandeza cuja força gravitacional impõe-se aos filhos, na condição de planetas à sua volta, assim como de futuros satélites que volutearão no seu entorno sob a atração da afetividade, que são todos aqueles que se vinculam aos descendentes...
 

Nos astros há perfeita harmonia em face das leis cósmicas que os mantêm em contínuo equilíbrio.
No entanto, na família, em razão dos sentimentos, das individualidades, das experiências transatas, o fenômeno é muito diferente, oscilando o equilíbrio conforme o desenvolvimento ético-moral de cada qual, que se apresenta conforme é e não consoante gostaria de ser.
Por mais combatida pelos novos padrões da loucura que grassa na Terra, a família não desaparecerá do contexto social, na condição de instituição superada, porque o amor que sempre existirá nos corações se expressará em maior potencialidade no lar, núcleo de formação que é, para expandir-se na direção do colossal grupo humano.


Quem não consegue a capacidade de amar aqueles com os quais convive, mais dificilmente poderá amar aqueloutros que não conhece.
O combustível do amor se inflama com maior potencialidade quando oxigenado pela convivência emocional. Noutras condições, trata-se apenas de atração física passageira, de libido exagerada que logo cede lugar ao desencanto, ao tédio, ao desinteresse...
 

A família, portanto, é um núcleo de aformoseamento espiritual, que enseja aprendizagem de relacionamentos futuros exitosos.
No grupo animal, quando os filhos adquirem a capacidade de conseguir o alimento, os pais abandonam-nos, quando isso excepcionalmente em algumas espécies não ocorre antes.
No círculo humano da família é diferente: os laços entre pais e filhos jamais se rompem, mesmo quando há dificuldades no relacionamento atual, o que exige transferência para outras oportunidades no futuro reencarnacionista, que se repetem até a aquisição do equilíbrio afetivo.
 

É da Divina Lei que somente através do amor o espírito encontra a. plenitude, e a família é o local onde se aprimora esse sentimento, que se desdobra em diversas expressões de ternura, de abnegação, de afetividade...
Com o treinamento doméstico o espírito adquire a capacidade de amar com mais amplitude, alcançando a sociedade, que se lhe transforma em família universal.


Constelação Familiar- Divaldo Franco-Joanna de Ângelis

sábado, 18 de novembro de 2017

BELÍSSIMO POEMA: ALMAS PERFUMADAS CARLOS DRUMMOND de ANDRADE

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 Almas Perfumadas 
 Carlos Drummond de Andrade

Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta.
De sol quando acorda.
De flor quando ri.
Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso  numa tarde grande, sem relógio e sem agenda.
Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça.
Lambuzando o queixo de sorvete.
Melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem pra escolher.
O tempo é outro.
E a vida fica com a cara que ela tem de verdade, mas que a gente desaprende de ver.

Tem gente que tem cheiro de colo de Deus.
De banho de mar quando a água é quente e o céu é azul.
Ao lado delas, a gente sabe 
que os anjos existem e que alguns são invisíveis.
Ao lado delas, a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo.
Sonhando a maior tolice do mundo com o gozo de quem não liga pra isso.
Ao lado delas, pode ser abril, mas parece manhã de Natal do tempo em que a gente acordava e encontrava o presente do Papai Noel.

Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no céu e daquelas que conseguimos acender na Terra.
Ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem certeza.
Ao lado delas, a gente se sente visitando um lugar feito de alegria.
Recebendo um buquê de carinhos.
Abraçando um filhote de urso panda.
Tocando com os olhos os olhos da paz.
Ao lado delas, saboreamos a delícia do toque suave que sua presença sopra no nosso coração.

Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa.
Do brinquedo que a gente não largava.
Do acalanto que o silêncio canta.
De passeio no jardim.
Ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume que vem de dentro e que a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo.
Corre em outras veias.
Pulsa em outro lugar.
Ao lado delas, a gente lembra que no instante em que rimos Deus está conosco, juntinho ao nosso lado. E a gente ri grande que nem menino arteiro.

Tem gente que nem percebe como tem a alma perfumada!
E que esse perfume é um dom de Deus!
 
Enviado por Angela Bittencourt