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domingo, 30 de junho de 2013

História de sucesso do homem que criou e lançou o chinelo quadrado


Marcio Fernandes/Estadão


   

A história do ex-motorista de ônibus que criou e lançou no mercado o chinelo quadrado
Marcio Fernandes/Estadão


“A máquina entrega a commodity, que é o produto que todo mundo faz e vende. Cabe ao empresário buscar implementar novidades ao seu produto e se diferenciar. Caso contrário, ele vai ser mais um a dividir um mercado repleto de competidores semelhantes por ai”.

Esse dilema, de fato, nunca passou pela cabeça do ex-motorista de ônibus Moisés Dias Pena, hoje empresário de sucesso do setor calçadista.

Em agosto de 2011 ele estava parado em um cruzamento com seu ônibus quando presenciou a cena que mudou sua vida. Aguardando o farol ficar verde, ele prestou atenção em uma mulher atravessando a rua. “Foi Deus quem me inspirou. Ela estava com um chinelo e o dedo do pé para fora, pisando no chão. Eu pensei, ‘se o chinelo fosse quadrado, seria melhor’”, lembra.

Moisés Dias voltou para casa com a ideia na cabeça e comentou com a esposa, Valdete Pena, que estranhou. “Ela me disse, ‘mas não existe chinelo quadrado’, e eu falei, ‘claro que não, se existisse, Deus não teria me dado a ideia de fazer’”, conta ele, que em um final de expediente foi até a região central de São Paulo e comprou por R$ 8 uma peça de pneu de caminhão e, na oficina de casa, fez uma primeira versão de sua invenção.Depois, comprou uma placa de E.V.A, preparou uma versão mais elaborada e a levou ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) para patentear a sua invenção.

Eu não tinha dinheiro para comprar nenhuma máquina. Mas aconteceu de Deus mais uma vez me ajudar. Fui mandado embora da empresa de ônibus e o dinheiro que recebi, R$ 12 mil, deu certinho para comprar uma máquina e uma tonelada de material para começar a produzir”, relembra. Nascia assim a marca Kuatro Kantos.

Além do formato diferente, as sandálias também passaram por um processo de customização comandado por Valdete Pena, que abraçou a ideia e acrescentou miçangas, strass e afins, detalhes que ajudaram a fazer o negócio prosperar.

Hoje, com seis máquinas, a empresa abandonou os fundos da casa da família e mudou-se para um galpão de 150 metros quadrados. “A gente faturava uns R$ 6 mil por mês no meio do ano passado. No final do ano, em dezembro, quando as encomendas crescem por conta do verão, conseguimos R$ 90 mil”, conta Valdete, que cuida dos números do empreendimento.

 “Vamos crescer mais. Agora chegamos no Nordeste e no Norte também”, diz a empresária.

  Do jornal O Estado de São Paulo online  30/06/2013


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